"Lançamento do iPhone na América Latina deixa Brasil de fora"
Estréia do aparelho foi realizada em dez países da região nesta sexta-feira.
Operadoras querem começar vendas no Brasil ainda em 2008.
O iPhone, mais recente e cobiçado produto de consumo da Apple, foi lançado nesta sexta-feira (22) em dez países da América Latina, onde milhões de fanáticos o esperavam, mas sem a mesma excitação que se viu nos Estados Unidos e Europa.
O Brasil ainda está fora dessa lista. A agência reguladora Anatel homologou o iPhone no dia 13 de agosto, a pedido da própria Apple, e as operadoras locais esperam começar a vendê-lo até o final deste ano.
A Claro, controlada pela mexicana América Móvil, assim como a Movistar, da espanhola Telefônica, esperam impulsionar o número de clientes com o novo aparelho, que tem conquistado adeptos com sua tela sensível ao toque, reprodutor de música iPod embutido e acesso à internet sem fio.
O iPhone 3G da Apple foi lançado pela Claro em Argentina, Chile, Colômbia, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, Paraguai, Peru e Uruguai, enquanto a Movistar também lançou o modelo em alguns desses países. Em Santiago, a venda começou à meia-noite e, apesar das baixas temperaturas, dezenas de pessoas esperavam na fila.
A Movistar informou que em duas horas vendeu algo como 500 equipamentos no Chile em seus três pontos de venda habilitados no país. A Claro preferiu manter reserva sobre os números. As duas operadoras classificaram, entretanto, o início da comercialização do iPhone como "um sucesso".
"Finalmente tenho um iPhone", disse o consumidor Federico, enquanto mostrava seu novo telefone inteligente. "Agora tenho de ver como vou pagá-lo, mas estou feliz."
Os preços mais baratos do iPhone na região são mais que o dobro do preço praticado nos EUA (a partir de US$ 199), e muitos dos mais fanáticos já haviam apelado para unidades "desbloqueadas" a preços mais baixos para poder usar o modelo em suas regiões.


