Para experimento com LHC, novo sistema de computadores foi inventado

Centro Europeu de Pesquisa Nuclear é o criador do World Wide Web.
Agora, órgão reinventou a interação de computadores para experiência.

Do G1, com informações do Jornal da Globo

Nesta quarta-feira (10), começou o experimento científico que pretende simular condições próximas às que existiram logo após o Big Bang, a grande explosão que teria dado origem ao universo. O LHC - maior acelerador de partículas do mundo - recebeu seus primeiros feixes de prótons, as partículas que caracterizam os elementos existentes no universo.

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A produção de dados da experiência será tão grande que menos de 1% será guardado para estudo. Ainda assim, foi preciso reinventar a interação de computadores para dar conta do recado. O Centro Europeu de Pesquisa Nuclear (Cern), inventou o World Wide Web, conhecido como www. Agora, desenvolveu o Grid, um sistema de computadores interligados no mundo inteiro, uma tecnologia impensável há apenas dez anos.



O primeiro dia do maior experimento da história da ciência - o começo das atividades do superacelerador de partículas em Genebra, Suíça - deixou os responsáveis entusiasmados e esperançosos. O segredo da máquina está em um barracão, Meyrin, na Suíça, perto da entrada do Centro Europeu de Pesquisa Nuclear.



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No local, os milhares de tubos que formam o túnel foram montados, testados e resfriados, antes de formar o círculo de 27 quilômetros sob os campos da Suíça e da França. Para sua construção, foram 14 anos de trabalho e 8 bilhões de dólares.



Nesta quarta-feira, a máquina mostrou seu funcionamento modestamente, com um pontinho branco no computador. Mas quando estiver a toda energia, vai girar os feixes virtualmente na velocidade da luz e fazê-los colidir, reproduzindo em escala menor o Big Bang, a explosão que teria dado início à criação do universo. E estar a toda energia significa gastar 200 megawats/hora, o mesmo que uma cidade como Curitiba.



Tanta energia é necessária porque as partículas são aceleradas por um campo elétrico e só conseguem manter o rumo graças a milhares de campos magnéticos instalados ao longo do percurso. Tudo isso é mantido com eletricidade, que gera calor. E calor provoca perda de energia. Por isso, toda a tubulação é resfriada a -271°C, temperatura menor do que a do espaço sideral.


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Momentos depois da colisão, subpartículas que até agora só existem na teoria devem aparecer. Como o Bósom de Higgs - chamado partícula de Deus. Seria ele o responsável por entregar a massa para as outras partículas. Em outras palavras, ele cria a matéria que compõe todo o universo.

Essa fração de segundo pós-explosão pode guardar também o segredo da antimatéria e da matéria escura, que compõe 90% do universo e, mesmo assim, é grande desconhecida da ciência.

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